Mesa 1 – Saberes e Fazeres: Patrimônio Cultural Imaterial no Vale do Paraíba
Mesa 1 – Saberes e Fazeres: Patrimônio Cultural Imaterial no Vale do Paraíba
15 de agosto de 2025 | 9h às 12h
Descrição
O foco desta mesa está nas expressões da cultura viva do Vale do Paraíba, como as congadas, folias de reis, jongo, culinária tradicional, artesanato e o tropeirismo. Serão debatidos os processos de salvaguarda, registro e valorização desses patrimônios, bem como os riscos de descaracterização frente à modernização e à turistificação.
Objetivo
Valorizar e discutir as manifestações culturais imateriais da região, reconhecendo seu papel na construção da identidade local e refletindo sobre formas de preservação e reconhecimento.
Participantes
Antônio Carlos Monteiro Chaves

Mediador – Fundação Christiano Rosa
Antônio Carlos Monteiro Chaves, natural de Piquete, de formação acadêmica humanista, é livre pensador, ambientalista e pesquisador da história de Piquete há mais de cinco décadas.
Colabora com jornais de Piquete desde 1975.
Juntamente com a arquiteta Célia Ap. da Rosa, instituiu a Fundação Christiano Rosa, em março de 1997. Desde então é seu Diretor Executivo, função na qual desenvolveu e coordenou inúmeras atividades ligadas à cultura, à educação e ao meio ambiente em Piquete.
Acumulou, ao longo de todo o período em que vem pesquisando a história de Piquete, um rico acervo composto por dezenas de milhares de fotografias e negativos, jornais publicados em Piquete que cobrem quase todo o século XX, documentos raros do município, da Igreja, da Câmara e da Fábrica Presidente Vargas – tudo que diz respeito a Piquete.
No informativo O ESTAFETA, órgão da Fundação Christiano Rosa, publicou, considerando-se apenas a sessão “Imagem-Memória”, quase trezentas crônicas. Outros artigos seus, porém, também constavam daquele informativo, a maioria ligado à história e ao meio ambiente de Piquete e ilustrados com fotografias do Arquivo Pró-Memória, por ele criado.
Foi um dos fundadores do Grupo Ambientalista Marins (GAM), na década de 1990, e é membro do Instituto de Estudos Valeparaibanos (IEV).
Visando à divulgação da história e da cultura de Piquete, bem como a preservação de seu rico patrimônio ambiental, publicou diversos opúsculos sobre esses temas. É autor, juntamente, com Célia Ap. da Rosa, do livro “Coisas Findas – Imagem e Memória de Piquete 1900 -1950”, que teve edição esgotada, e de um livreto com a história da Estação Ferroviária Rodrigues Alves, publicado quando da comemoração dos 90 anos daquele prédio, num movimento visando ao tombamento desse importante patrimônio piquetense. Colaborou, ainda, com artigos para os livros comemorativos dos 75 e dos 80 anos da Diocese de Lorena.
Como representante da Fundação Christiano Rosa, foi membro do COMDEPHAAPPI (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Ambiental, Arquitetônico-urbanístico e Paisagístico de Piquete) nos períodos em que foram tombados os principais prédios de valor histórico-arquitetônico da cidade.
Diego Amaro de Almeida

Palestrante – Instituto de Estudos Valeparaibanos
Professor. Escritor. Pesquisador. Mestre em História pela PUC-SP. Coordenador do Núcleo de Estudos das Relações Étnico-Raciais do UNISAL de Lorena. Pesquisador do Centro Salesiano de Pesquisas Regionais. Diretor Executivo do Instituto de Estudos Valeparaibanos. Membro da Academia de Letras de Lorena e do Instituto Ruth Guimarães.
Gilberto Augusto da Silva

Palestrante – Jongo de Piquete
Gilberto Augusto da Silva nasceu em 27/09/1962, na cidade de São Paulo. Casado há 16 anos Com Elida Cristina de Castro e Silva, tem dois filhos: João Gilberto de Castro e Silva e Letícia Abayomi de Castro e Silva. Tem, ainda, três filhos adotivos Gabriela Evangelista de Sousa, Rafael Rodrigues dos Santos e Ana Claudia Rodrigues dos Santos. As férias da infância foram divididas entre a capital e Piquete. Desenvolveu, nessas ocasiões, o gosto pela música sertaneja, pelas tradições culturais de raiz e pelo Jongo, dançado pelos avós e tios-avós.
Em 1979, veio de vez para Piquete, para cuidar de seu avô. Passou a estudar no Grupo Escolar Antônio João, cuja diretora era D. Ana Eloy F. do Nascimento. Conta que foi ela quem lhe deu a oportunidade de mostrar uma de suas habilidades, a música. Criou um coral com alunos da oitava série e a primeira fanfarra infantil de Piquete, com crianças do primeiro grau, hoje Ensino Fundamental.
Cultivando sempre a ideia de que a preservação das raízes é de grande importância para a formação do caráter do homem, tem como exemplos Jacó e Terezinha Generoso, afamados jongueiros de Piquete. Foi observando o trabalho dos dois que, após a morte de D. Terezinha, deu continuidade ao Jongo em Piquete. Desde então, dedica boa parte de seu tempo a essa manifestação cultural.
Vocacionado para o Magistério, cursou Pedagogia. Formado, trabalhou por seis anos com classes de alunos especiais. Paralelamente, fundou, com amigos, a Escola de Samba Império do Brás. Atua na Educação piquetense há mais de 30 anos, sendo diretor de Escola desde 2002.
Na Cultura, é responsável pelo Jongo de Piquete, um dos grupos expoentes do Jongo do Sudeste, declarado Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em 2005. Há 28 anos é Mestre do Jongo de Piquete, reconhecido em todo o Brasil. Por dois mandatos foi membro da Câmara Setorial de Cultura, que compõe o Conselho Nacional de Cultura, e colaborou na elaboração e na construção do Plano Nacional Setorial de Cultura junto ao Ministério da Cultura. É membro Fundador do Fórum Nacional de Culturas Populares e Tradicionais.
Rodrigo Nunes Godoy

Palestrante – Prefeitura de Piquete
Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo.
Especialista em Jornalismo Investigativo.
Autor da trilogia “Operação Marins – o sumiço do escoteiro Marco Aurélio”
Formado em Turismo – com ênfase em Gestão Pública.
Vereador em Piquete por dois mandatos consecutivos – 2013/2020.
Atual Secretário de Turismo, Cultura e Desenvolvimento Econômico de Piquete
Edmundo de Carvalho

Palestrante
Engenheiro com mestrado em Planejamento Urbano e Regional, é escritor, palestrante e produtor cultural. Criador da Festa Literária de Silveiras (FLIS), atuou como presidente da Fundação Cassiano Ricardo e atualmente é membro da Academia de Letras de Lorena, além de articular a criação do Instituto Silveirarte.
Camila Ferreira de Oliveira Rocha

Palestrante
Arquiteta e urbanista (Belas Artes), especialista em Engenharia do Trabalho (POLI-USP), mestra em Desenvolvimento, Tecnologias e Sociedade (UNIFEI) e doutoranda em Design (FAU-USP). Docente da Fatec Cruzeiro, atua nos eixos de design de produto, arquitetura e produção cultural. É idealizadora do projeto Terra Caipira Paulista – Vale do Paraíba, voltado à valorização do patrimônio cultural, social e ambiental da região. Vice-presidente do COMPRESP de Cruzeiro, integra também o Conselho Estadual do Monumento Natural da Mantiqueira Paulista (MoNa) e tem participação ativa em conselhos municipais de cultura e turismo.
